Espreitei pela janela, e reparei no dia belo que está! O sol radia, os pássaros cantam, as folhas dançam na leve brisa quente. E eu ... aqui deitado como um defunto. Os meus olhos ardem, os meus ossos rangem, e o meu pensamento voa nas profundas e dolorosas feridas. Não sei o que se passa comigo! A minha mente está ... morta! Já não tenho a vivacidade, a esperança, a felicidade ... que tinha anteriormente. A cada dia que passa, é um pedaço de mim que desvanece. A cada tic-tac do relógio, é uma lágrima e um sufoco que em mim se executa. E até isto se está a tornar numa rotina!
O meu coração manda-me desaparecer. Ele manda-me dormir, não umas horas... mas eternamente! Está a matar-me! Desde há alguns dias que sinto necessidade de ser esquecido, sinto a necessidade de morrer para as pessoas. Se pudesse apagava cada memória, que existe em cada pessoa mais próxima. Se pudesse destruía, tudo o que construi até agora. Se pudesse não teria nascido. Se simplesmente pudesse...
Ai! Quero ser esquecido, tal como são os defuntos. Quero tornar-me numa pessoa que não tenha memórias. Quero ser o nada. E assim e só assim é que terei a minha paz, mesmo que seja após a morte... mas é a paz que busco!
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