Esperança

No desespero da solidão
te encontro só
como a lua abandonada
numa noite de mil estrelas ocultas

No frio, que os ossos faz ranger
percebo a dor,
a dor daqueles que a vida se fez infeliz
e da rua fazem seu lar

Percorro ruas infinitas
de dor e solidão
onde se implora vivamente
a suplica dos mestres

Oh vento, tu que sopras!
Tu que resfrias e do frio tiras proveito
traz às ruas sem fim
A doce brisa, aquela que aquece almas condenadas

Suplico-te piedade;
imploro-te paz e respeito;
peço-te amor e carinho!
Por favor, ouve este pedido

Utopias pedidas
na tristeza são devoradas
aos poucos se fazem desesperar
e se perdem na desilusão

Na certeza da morte finita
controlo a doença de sonhar
que me alegra
e meu coração faz acreditar

Contudo, ainda vivo;
ainda suplico, imploro, peço e espero
de um dia, numa hora, tudo mudar.