O mundo está repleto das mais variadas cores, desde o mais profundo até ao extremo da luminosidade, de brisas fortes, fracas, húmidas, perfumadas, ondulantes, inspiradores e fatais. Está também de repleto dos maiores sons naturais que alguma vez se destruírão, como a extrema colisão das ondas sobre os grandes rochedos ou o desabrochar das ondas sobre a areia branca e pálida da praia. Deixando marcas, levando consigo restos indepensáveis a esta macia areia de cor monótona. Mas o mundo, para além destes estímulos agradáveis, o planeta também tem o Homem... Alguns deles são poetas, outros cantores ... grandes profissionais. Isto são as pessoas que cumprem as suas missões, as suas tarefas diariamente. Mas à sempre os indíviduos que se ausentam deste lado mais angélico, revertendo-se ao lado negro e sólido. Fazendo com que se alimentem de fracassos, de facilidades, de almas roubadas, de espelhos partidos, de ruas escuras... Cada vez mais e mais sólido. Até que se torne numa pedra, numa estátua gélida, sem cor ...
O Homem por vezes dá-se ao fracasso, de se contentar com caminhos fáceis. Desistindo, assim, das dificuldades para não sofrer, não enlouquecer, não desesperar, não sentir receio, frustação, anseio...
Simplesmente o ser humano não consegue superar as dificuldades, ficando-se pelos obstáculos... o tempo vai passando e cada vez mais irrequieto, mais intolerante. Mas força para se levantar... não há, porque o fracasso atinge-se de uma forma mais fácil. Deixando-se dominar, muito facilmente, pelo medo dos sentimentos que incidem sobre nós. Mas os sentimentos aquecem a alma, refinando-a, purificando-a do mal. Tudo o que nos constitui é essencial à sanidade mental do Homem e por isso não há necessidade de recear o ponto máximo dos nossos sentimentos.